5 razões para você não ignorar a política

Como o voto é obrigatório no Brasil, deixar de votar e não justificar a ausência pode causar dor de cabeça. Quem fica em falta com a Justiça Eleitoral, não consegue tirar passaporte, participar de concurso público, tomar empréstimo em banco público, entre outras restrições. Mas essas não são as únicas consequências da falta de envolvimento do cidadão com as eleições.

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Dos buracos de rua às grandes obras viárias, passando pela segurança pública, a saúde e a cobrança de impostos, todos somos afetados por decisões políticas. E as eleições, como as que terminaram no último domingo (30.10), são apenas o pontapé inicial deste jogo chamado democracia.

Veja cinco motivos para deixar o desinteresse pelo processo político de lado e passar a se preocupar com uma escolha mais consciente dos seus representantes nas próximas eleições:

1)     Alguém vai decidir por você, quer você queria ou não (e essa escolha pode ser ainda pior) – Em 380 a.C, Platão já avisava que o pior castigo para as pessoas bem-intencionadas que decidem não se envolver com a política é serem governadas por gente mal-intencionada. Mais de 2.000 anos depois, a lição do filósofo grego continua valendo. Ao deixar de votar e de fiscalizar os eleitos, o cidadão delega o poder de decisão sobre o seu futuro a terceiros. Ele que pode apoiar propostas que não atendem ou mesmo que contrariam os seus interesses. Depois não adianta reclamar.

2)     É o seu dinheiro que está em jogo – A morte e os impostos. Para Benjamin Franklin (1705-1790), um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos, essas eram as duas únicas certezas na vida. Até hoje isso não mudou. Ainda não inventaram uma poção da imortalidade e todos nós pagamos taxas, contribuições e tributos, direta ou indiretamente. A única forma de fazer com que esse dinheiro seja bem aplicado é escolher de forma criteriosa os gestores públicos, através do voto, e fiscalizar o trabalho deles durante todo o mandato.

3)     Quando você participa, a política é melhor – O pesquisador norte-americano Robert Putnam, da Universidade Harvard, desenvolveu no início dos anos 90 o conceito de “capital social”, que congrega as relações de troca e cooperação entre os membros de uma sociedade. Ao analisar a administração de cidades do interior da Itália, Putnam chegou à conclusão de que, quanto maior a participação e o interesse das pessoas sobre os assuntos de caráter público, mais desenvolvida era essa cidade. Ou seja, maior era o seu capital social.

4)     Os políticos podem ser corruptos, mas a política não precisa ser – Você já deve estar cansado de ouvir que nem todo político é corrupto. E isso é verdade. Existem mulheres e homens públicos honestos e bem-intencionados. Mas o fato é que são tantos escândalos que fica fácil achar que não há saída. Por outro lado, desistir ou deixar as discussões sobre como resolver esse problema apenas para os políticos profissionais não parece ser uma boa solução. Uma oportunidade atual para as pessoas se engajarem são as propostas em torno da reforma política.

5)      A democracia é um trabalho contínuo – O Brasil vive um período de regime democrático que já dura 30 anos. Muita gente nem era nascida quando o poder foi transferido dos militares para os civis em 1985. Mas isso não quer dizer que os problemas do país tenham terminado com o fim da ditadura. Temos eleições periódicas e instituições estáveis. Por outro lado, já tivemos dois presidentes removidos do cargo por impeachment. As sucessivas crises demonstram que a democracia brasileira ainda é um trabalho em construção e denotam a necessidade de vigilância dos cidadãos.

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