Trump vence Hillary e será o novo presidente dos EUA

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O magnata Donald Trump foi escolhido pelos norte-americanos para ser o 45º presidente dos Estados Unidos. Na votação finalizada nesta terça-feira (8), o republicano superou a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, e deverá ter seu nome confirmado no Colégio Eleitoral em janeiro de 2017. A posse está marcada para o dia 20 do mesmo mês (entenda como funciona a eleição americana aqui).

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Com vitórias em Estados-chave, como Flórida, Carolina do Norte e Pensilvânia, Trump conquistou o direito ao voto de 276 delegados, enquanto a candidata democrata ficou com 218 votos. A eleição do polêmico empresário, famoso por apresentar o reality show ‘O Aprendiz’, surpreendeu o mundo político e contrariou as pesquisas que apontavam ligeira vantagem para Hillary.

Até o início da madrugada, as projeções das redes de TV americanas ainda indicavam a vitória da democrata. A previsão começou a mudar, na medida em que chegaram os resultados dos chamados Estados-pêndulo, sem preferência partidária definida – casos de Ohio e Flórida.

A vitória de Trump encerra uma das disputas eleitorais mais polarizadas da história recente dos Estados Unidos. A campanha foi marcada por acusações mútuas, envolvendo a vida pessoal dos candidatos e atingiu o auge quando um vídeo, de 2005, mostrava o candidato do Partido Republicano usando palavras desrespeitosas para se referir às mulheres.

Após a definição do resultado, no entanto, o presidente eleito adotou um discurso conciliador. Trump parabenizou Hillary por uma campanha dura e fez um apelo por união. “Para aqueles que optaram por não me apoiar, estou estendendo a mão para a sua orientação e ajuda para que possamos trabalhar juntos para unificar nosso grande país”, disse.

Apesar disso, os mercados financeiros desabaram em todo o mundo com a notícia da vitória de Donald Trump. O índice Nikkei, da Bolsa de Valores do Japão, caiu quase 5%. O índice da bolsa de Hong Kong perdeu 650 pontos, ou 2,8%. Já o peso mexicano caiu para o menor valor em oito anos. Os imigrantes ilegais vindos do México foram um dos principais alvos da campanha de Trump, que prometeu expulsar os trabalhadores que não tiverem documentação regularizada.

Reação do Brasil

O presidente Michel Temer usou o Twitter para comentar a vitória de Donald Trump. Temer disse acreditar que a posse do sucessor de Barack Obama não mudará as relações entre os dois governos. “Eu tenho dito que a relação do Brasil com os EUA e os demais países é institucional, ou seja, de Estado para Estado”, disse Temer.

“Tenho certeza que não muda nada na relação Brasil e EUA”, acrescentou o presidente. Segundo Temer, Trump deverá “levar em conta as aspirações de todo o povo americano”, quando assumir o cargo.

Antes da votação, os jornais indicavam que o Palácio do Planalto torcia pela vitória de Hillary Clinton. Há um clima de incerteza sobre como será condução de Trump à frente da maior potência econômica e militar do mundo.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, chegou a declarar que “não queria nem pensar” na hipótese de vitória de Trump. “É preciso ser muito masoquista para ficar imaginando que o Trump vá ganhar. Agora, se ganhar, nós vamos ter que, pragmaticamente, ver o que fazer.”

Fim da ‘guerra fria’

Na Europa, a imprensa internacional informa que a eleição de Donald Trump foi recebida com um misto de “lamento e resignação” pelos governos locais, em especial na Alemanha e na França, defensoras da manutenção da União Europeia (UE). As exceções foram o Reino Unido e a Rússia.

A primeira-ministra britânica, Teresa May, destacou a “relação especial” existente entre os dois países, que, segundo ela, deverá continuar com Trump. Durante a campanha, o empresário apoiou a saída do Reino Unido da UE, defendida pelo gabinete de May.

Já o presidente russo, Vladimir Putin, celebrou o “fim da guerra fria” com os Estados Unidos. Após anos de uma relação tensa com a administração de Barack Obama, que teve Hillary Clinton como chanceler e culminou com conflitos na Ucrânia e na Síria, o líder da Rússia comentou “que as relações entre o seu país e os Estados Unidos poderão sair da crise”.

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