De cada 10 candidatos a prefeito no Paraná, só uma é mulher

Apesar de mais da metade da população (50,6%) do Paraná ser formada por mulheres, uma minoria está na disputa eleitoral deste ano. De acordo com os registros de candidaturas disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cada dez aspirantes a comandar uma Prefeitura no Estado, somente uma é mulher.

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A participação feminina nas eleições municipais paranaenses caiu neste ano em relação ao pleito de 2012. Os homens somavam 88,5% dos candidatos a prefeito há quatro anos. Hoje, eles são 90,34%. A desigualdade de gênero na política do Paraná também está acima da média nacional: 87,4% das chapas majoritárias nas eleições de outubro no país são encabeçadas por homens.

Os dados mostram ainda que não há equilíbrio de gênero na escolha dos candidatos a vice. No Paraná, as mulheres são apenas 15% das postulantes à vaga de vice-prefeita. A média do Brasil é de 17%.

20101013_cmm_00005Nas cidades paranaenses com mais de 200 mil eleitores, a desigualdade também é verificada. Até hoje, nenhuma delas foi administrada por uma mulher. Em Curitiba, existem atualmente sete candidatos homens e apenas duas mulheres. Em Londrina, duas mulheres disputam contra seis homens. Já em Maringá há apenas uma candidata e sete homens. Em Cascavel e Ponta Grossa, todos os pretendentes são homens.

Cota para vereadores

No caso da eleição para o cargo de vereador, os partidos políticos são obrigados por lei a preencher, no mínimo, 30% das candidaturas com filiadas mulheres. Em decorrência dessa regra, elas são 32,54 % dos concorrentes ao Legislativo municipal no Estado.

Isso não significa, no entanto, que haja uma representação feminina maior nas Câmaras Municipais. Levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que o percentual de mulheres nas casas legislativas dos municípios, assim como nas Assembleias estaduais, fica abaixo de 10%.

Neste ano, o TSE escolheu o tema da participação feminina como mote da principal campanha de conscientização da população. Em entrevista ao Vote Bem, a ministra Luciana Lóssio, do TSE, afirmou que a Corte intensificou o combate às “candidaturas laranja”. O termo é usado para definir situações em que os partidos registram as candidatas, mas não lhes oferecem condições reais de disputa.

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