13 livros para entender mais sobre política

Revolução_de_1930

A literatura política sobre o Brasil e o mundo é muito extensa e, certamente, não caberia em um post de internet. Uma coisa é certa: quando temos um acervo maior de argumentos, fica mais fácil discutir os rumos do país e entender o cenário atual pelo qual passa o país.

Veja abaixo treze títulos que o Vote Bem selecionou para você. E boa leitura!

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1. Coleção A Ditadura (Elio Gaspari) – Em cinco volumes publicados a partir de 2002, o jornalista Elio Gaspari conta detalhes da ditadura militar brasileira (1964-1985). A obra é resultado de mais de 30 anos de pesquisas e já é considerada essencial para quem quer entender um dos períodos mais turbulentos da história do país. A série é composta pelos seguintes volumes: 1 – A Ditadura Envergonhada; 2 – A Ditadura Escancarada; 3 – A Ditadura Derrotada; 4 – A Ditadura Encurralada; e 5 – A Ditadura Acabada.

2. Coronelismo, Enxada e Voto (Victor Nunes Leal) – Publicado pela primeira vez em 1948, o livro é um dos pioneiros da moderna Ciência Política brasileira e permanece como referência obrigatória nos estudos sobre o tema. O autor mostra como o poder econômico e a estrutura administrativa centralizadora nos Estados fundaram as bases da política brasileira, desde o período colonial.

3. Brasil – De Getúlio a Castelo (Thomas E. Skidmore) – O pesquisador norte-americano Thomas E. Skidmore se destacou como um dos maiores especialistas estrangeiros em história brasileira. No livro publicado em 1988, o autor revela resultados de sua pesquisa sobre o período que vai da Revolução de 1930 ao golpe militar de 1964. A obra revela a tensão entre classes sociais no período e oferece uma perspectiva comparada entre o caso brasileiro e outros países.

4. O que é poder (Gérard Lebrun) – Lebrun explica, de forma simplificada, a natureza do poder. Vemos que o poder é algo que vai além da política, permeando nosso dia-a-dia, inclusive nossa vida pessoal. O livro nos fornece uma base para entender a política e os conflitos de interesse que permeia a nossa sociedade. Um vídeo didático a respeito do livro pode ser conferido a seguir:

5. O Príncipe (Nicolau Maquiavel) – O livro é uma espécie de manual da política, escrito em 1513, para ser dado de presente ao príncipe Lorenzo de Médici, de Florença, na Itália. O objetivo foi apresentar orientações para um governante controlar um território e se manter no poder. Maquiavel foi muito criticado por sugerir ações moralmente questionáveis. Alguns pesquisadores afirmam, entretanto, que o real objetivo de Maquiavel foi revelar a verdade sobre os bastidores do poder.

6 O povo brasileiro (Darcy Ribeiro) – O antropólogo Darcy Ribeiro conduz o leitor pelos caminhos da formação como do Brasil como povo e nação. Afinal, quem são os brasileiros? Que traços nos distinguem? O livro tem como linha central a origem mestiça e o “sincretismo cultural”, uma cultura que se desenvolveu a partir da interação entre várias culturas: indígenas, ibérica, europeia, africana, por exemplo.
Confira o documentário sobre o livro:

7 Os donos do Poder (Raymundo Faoro) – Publicado pela primeira vez em 1958, o livro é fundamental para a compreensão da formação social e política brasileira. O autor faz uma análise do período que vai da Revolução Portuguesa do século XIV até a Revolução de 1930 no Brasil. O autor pretende demonstrar como o Brasil foi governado, desde a colônia, por uma comunidade burocrática que acabou por frustrar o desenvolvimento de uma nação independente.

8 Ética e vergonha na cara (Clóvis de Barros Filho e Mário Sérgio Cortella) – Os autores trazem reflexões sobre como pequenas corrupções em hábitos cotidianos, como colar em provas ou não devolver troco errado, podem influenciar a formação de jovens e criar uma cultura de “jeitinho brasileiro”.

9 O ódio à democracia (Jacques Rancière) – O livro conduz o leitor por um passeio pela história da crítica à democracia para repensar o poder do ideal democrático. Ele mostra o que há de novo e revelador no sentimento antidemocrático. Para ele, “a democracia não é um Estado acabado, nem um estado acabado das coisas; ela vive constante e conflitiva expansão; não se reduz ao desenho das instituições, ou à governabilidade, ou ao jogo dos partidos, mas é algo que vem de baixo, desdenhado desde os gregos como o empenho insolente do povo em invadir o espaço que era de seus melhores, de seus superiores”.

10 A democracia pode ser assim (Equipo Plantel e Marta Pina) – Uma democracia mais avançada se faz desde o berço. Ela precisa estar nas atitudes, na cultura. Nesse sentido, o livro apresenta um rico manual visual para difundir atitudes e valores cívicos – muito interessante para ensinar valores democráticos para crianças.

11 Crônicas de uma crise anunciada (Pedro Cavalcanti Ferreira e Renato Fragelli Cardoso) – Política e economia estão profundamente relacionadas nos desafios enfrentados pelo Brasil de hoje. O livro faz um apanhado dos debates dos economistas Pedro Cavalcanti Ferreira e Renato Fragelli Cardoso, entre 2010 e 2015, publicados no jornal “Valor Econômico”. Eles apontam os limites e desequilíbrios gerados pelo modelo de crescimento adotado no período, a chamada “Nova Matriz Econômica”.

12 Notícias do Planalto (Mario Sergio Conti) – Os bastidores da grande imprensa, os caminhos entre a notícia e o leitor, a transformação da política em notícia. O autor mostra quem decide o quê – e como – na grande imprensa brasileira, e analisa de que maneira os principais jornais, revistas e emissoras de TV do país cobriram a ascensão e a queda de Fernando Collor de Mello. Uma das principais perguntas que orientam a investigação é: até que ponto as relações pessoais, a identidade política com o governo ou o interesse material das empresas influenciam a cobertura política da grande imprensa?

13 10 Mandamentos: do país que somos para o Brasil que queremos (Luiz Felipe d’Avila) – O livro de d’Avila é especialmente relevante no cenário político atual. O autor mostra como o chamado “Presidencialismo de Coalizão” contribuiu para a atual crise política e econômica. Os poderes concedidos ao presidente e a cultura política brasileira estimulam que o presidente privilegie certos “compadres”, que vão desde empresas privilegiadas pelos bancos públicos até privilégios antiéticos e ilegais concedidos a políticos e partidos da base aliada. Além de reformas, o livro defende a necessidade da formação de líderes genuínos, em vez de “autoridades”.

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