11 livros para entender a política – as indicações dos leitores

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As eleições de 2016 no Brasil – e também nos Estados Unidos – terminaram. Mas a necessidade de se informar melhor para entender os acontecimentos políticos continua. Daqui a dois anos teremos uma nova votação nacional. Desta vez, para escolha de deputados estatuais e federais, senadores e presidente da República. Além disso, a tarefa de fiscalização dos eleitos deve ser contínua.

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Para ajudar nesse trabalho de formação política, Vote Bem já havia sugerido cinco livros fundamentais para conhecer a história e a realidade socioeconômica do Brasil e do mundo. O sucesso foi tanto que nossos próprios leitores sugeriram outras obras para complementar essa biblioteca política.

Veja a seguir uma seleção dos 11 melhores títulos indicados e boa leitura!

All the King’s Men, de Robert Penn Warren – Vencedor do Pulitzer em 1947, o livro narra a ascensão ao poder de um advogado idealista que se torna um político corrupto e populista no sul dos Estados Unidos. Mais de meio século depois, a obra continua atual ao expor os bastidores da política e as estratégias de manipulação das massas. Foi adaptada duas vezes para o cinema com o título “A Grande Ilusão”. Em 1949, venceu três prêmios Oscar, incluindo melhor filme. Em 2006, foi estrelado por Sean Penn, Jude Law e Anthony Hopkins.  O livro está disponível apenas em inglês.
– A indicação é do cientista político Márcio Carlomagno, leitor e colaborador de Vote Bem.

Política, de Aristóteles – Na antologia de oito textos, escritos enquanto serviu de tutor ao imperador Alexandre, o Grande, o filósofo grego descreve as bases do conceito de política, como a ciência que tem o objetivo de promover a felicidade do homem. Aristóteles divide essa “ciência prática” entre a ética, que visa o bem-estar individual das pessoas, e a política propriamente dita, relativa à vida em coletividade na “Polis”, a cidade. Na obra, Aristóteles também apresenta as formas de organização social para o alcance desse objetivo.
– Sugestão do leitor Mike Matos.

O Contrato Social, de Rosseau – Obra clássica do filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, que escrutina as regras da vida em sociedade e delineia a formação dos Estados democráticos modernos. O filósofo parte do pressuposto de que os homens nascem bons e livres, e são corrompidos e aprisionados pelas necessidades da vida em coletividade, como a competição por alimentação, moradia e pela propriedade privada. Segundo Rousseau, apenas um contrato social para regular as liberdades civis seria capaz de manter as virtudes de nascimento. Esse pensamento foi um dos pilares da Revolução Francesa.
– Contribuição do leitor Amilcar Souza.

Os partidos políticos, de Maurice Duverger – Lançada em 1951, a obra do francês Maurice Duverger é referência nos estudos contemporâneos sobre a estrutura dos partidos políticos. Quase imediatamente à sua publicação, o livro passou a ser considerado como fundador de uma nova linha de pesquisas teóricas e metodológicas a respeito do fenômeno partidário que dominou as democracias no mundo, especialmente a partir do início do século 20. Incorporando a teoria das elites elaborada, sobretudo, por Robert Michels, um dos pontos defendidos pelo autor é que qualquer organização partidária, independentemente de sua linha ideológica ou estrutura, será sempre uma oligarquia e que a concentração de poder de decisão em pequenos grupos de dirigentes é uma tendência inevitável.
– Sugestão do leitor Gustavo Ramires.

1808, de Laurentino Gomes – Escrito pelo jornalista paranaense Laurentino Gomes, a obra recebeu o prêmio de melhor Livro de Ensaio da Academia Brasileira de Letras em 2008. O livro apresenta detalhes de um dos períodos mais conturbados e mais importantes da história do Brasil, desde a transferência da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, e suas consequências para o fim do Império Luso e a independência do país.
– Dica da leitora Vera Lucia.

O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro – Última obra do escritor, político e antropólogo mineiro, o livro lançado em 1995 busca descrever as matrizes e os mecanismos de formação da identidade étnica e cultural da população do Brasil. No ensaio, escrito e reescrito durante décadas, segundo o próprio Ribeiro, o autor aponta a miscigenação entre índios, escravos e colonizadores europeus como o fator primordial da diversidade do país.
– Sugestão do perfil Felicita Educacional.

Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre – Outro clássico da sociologia brasileira, o livro do pernambucano Gilberto Freyre também trata da formação da identidade do brasileiro e destaca o patriarcalismo, herança do período escravocrata, como característica predominante das relações econômicas, políticas e sociais no país. Essa forma de organização estaria perfeitamente representada na figura da Casa Grande, onde o dono de terras exercia poder sobre tudo ao seu redor, dos escravos até a Igreja.
– Também indicação da Felicita Educacional.

Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda – Em um relato sobre as principais transformações ocorridas no Brasil nos primeiros anos do século 20, o autor elabora um perfil da sociedade brasileira a partir de valores e costumes herdados de povos protagonistas na formação do país, principalmente portugueses. Até hoje é considerado um dos livros mais importantes para se entender a constituição da sociedade brasileira.
– Sugestão do cientista político Fernando Leite

As seis lições, de Ludwig von Mises – Austríaco radicado nos Estados Unidos, Mises é um dos teóricos mais respeitados atualmente quando se trata de defender o capitalismo e o estado mínimo na administração dos países. A obra, publicada no final da década de 1950, é uma transcrição de seis palestras proferidas por ele na Universidade de Buenos Aires. Cada capítulo corresponde a uma de suas aulas, nas quais aborda o capitalismo, o socialismo, o intervencionismo, a inflação, o investimento externo, a política e as ideias. Para ler online: http://bit.ly/Z04oT4
– Sugestão do cientista político Fernando Leite

O Capital no Século 21, de Thomas Pikkety – Com uma visão inovadora sobre a produção de desigualdades econômicas no longo prazo, Thomas Pikkety ganhou notoriedade internacional com o lançamento do livro, em 2014. Ele utiliza técnicas estatísticas consideradas pioneiras. O autor e seus parceiros de pesquisa rastrearam a concentração de riqueza ao longo da história nos Estados Unidos, no Reino Unido e na França. Trata-se de um dos estudos mais minuciosos para o entendimento de problemas relacionados à distribuição de renda.
– Sugestão do cientista político Fernando Leite.

As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano – O livro lançado pelo escritor uruguaio em 1971 procura analisar as razões do subdesenvolvimento dos países latino-americanos. Ao narrar o processo de colonização dos países a região, Galeano aponta o capitalismo e o imperialismo das potências ocidentais como os fatores preponderantes para a perpetuação da pobreza no subcontinente.
– A dica é do leitor Alberto Kloster.

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